
Não é novidade nenhuma, mas a boa prestação de Rangel na campanha para as europeias e a péssima imagem que Vital Moreira vem deixando podem vir a ser decisivas no desfecho das legislativas.
Sim, das legislativas. Não nego que o "povo" (camada anódina de gente) não é burro e confunde eleições, eu faço parte desse aglomerado humano e não me desconsidero a esse ponto. Não nego também a falácia que é extrapolar da boa prestação de um bom candidato uma outra de diferente contendedor(a), até porque, do outro lado, Sócrates é, em termos de papaguear, bem melhor do que Vital. Mas não posso igualmente ignorar que o efeito catalisador de uma vitória do PSD nas eleições de 7 de Junho poderia vir a baralhar completamente as contas de futuros pleitos eleitorais.
O que actualmente não passa (ou não é permitido passar) para a opinião pública é a ideia de que o primeiro-ministro é derrotável e a de que, concomitantemente, a líder da oposição e o PSD podem ganhar eleições. Esta percepção, bem diferente da realidade, quanto a mim, é assassina das potencialidades de quem quer que seja. Metade dos votos, cada vez mais sensorialmente dependentes de opiniões pré-fabricadas, concentra-se nos candidatos que demonstram hipóteses reais de vitória (confessemos, ninguém gosta de perder), factor que se agudiza no cenário português, fruto da tal percepção.
A "viragem" de que Rangel vem falando nos últimos dias tem uma claríssima data de início, mas ninguém sabe onde poderá terminar.
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